Exercício para trazer paz

Exercício para trazer paz

Para trazer paz ao mundo ou em qualquer desarmonia – pessoal, familiar, social, mundial – podemos fazer com que a paz retorne e, mansamente, preencha nossa consciência. Essa paz tem origem na Alma e está sempre pronta a se expressar em todas as circunstâncias de nossa vida.  Sua ação independe das coisas externas. Sempre temos oportunidades de optar pela paz.  Apreveitemoa esta prerrogativa e façamos agora esta experiência. Sente-se confortavelmente.  Faça algumas respirações relaxantes, de modo calmo, suave e profundo.  Ao inalar, diga mentalmente a palavra “Deus”.  Faça o mesmo ao exalar. Continue respirando assim.  A paz que você busca vem de Deus e ela vai acalmar qualquer perturbação.  Essa é a paz que a sua alma conhece, e cada respiração a proclama.  Essa paz ultrapassa toda compreensão humana. Enquanto continua relaxando, respirando e dizendo mentalmente o nome de Deus, observe que toda ansiedade, todos os medos e preocupações estão lentamente desaparecendo, enquanto a paz preenche todo o seu ser: corpo, mente e espírito. Quanto mais relaxa, respira e se acalma, maior é o seu acesso a toda paz de que necessita.  Essa paz é a própria essência de seu ser.  Sua alma está infundindo essa paz em cada átomo, célula e função da sua mente e do seu corpo. Essa condição e esse lugar de paz estão sempre disponíveis para você.  Saiba disso e use esse conhecimento a qualquer hora.  A paz nunca está separada de você, assim como Deus nunca está separado de você.  Você não precisa mais se sentir com medo, sozinho ou perturbado. Você está confortado, nutrido, sereno, seguro e protegido.  O poder do Infinito está agora fluindo para você e através de você.  Feche os olhos e contemple essa paz por alguns instantes. Faça desta prática uma constante em sua vida. Assim seja!   * Compilado da Revista Rosacruz nº 260 – ano 2007     {backbutton}

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Deus e a Ciência

Permanentemente nos vemos envolvidos com a dicotomia entre Deus e a ciência. É senso comum que a ciência questiona a todo custo sua existência, inclusive com a pretensão de comprovar racionalmente, ou através da lógica, que Ele não existe. O que nos leva erroneamente a presumir que todos os homens de ciências são obrigatoriamente materialistas e ateus. Suspeitamos que estas convicções tenham se originado durante a Idade Média, e prosperado com o evento da Santa Inquisição. Todos nós lembramos ao menos de Galileu Galilei renegando sua teoria heliocêntrica para fugir da fogueira. Quantos mais refutaram, ou ocultaram suas pesquisas e descobertas movidos pelo instinto de sobrevivência e pelo medo de serem rotulados como bruxos ou hereges? Mas nem sempre foi assim. Os filósofos e sábios da antiguidade, os sacerdotes egípcios, os druidas, assim como os alquimistas medievais, sequer cogitavam a possibilidade da inexistência de Deus, e isto não os afastou de suas pesquisas e descobertas, e principalmente do desejo de conhecer e entender o Universo e os princípios Cósmicos da Criação. Todos nós já ouvimos falar que Isaac Newton e Benjamin Franklin, dentre outros físicos ilustres do passado, pertenciam a “sociedades secretas”, e se examinarmos com atenção a filosofia existente por trás destas “sociedades secretas”, veremos que todas apregoavam a existência de Deus. Sem duvida há algo errado. Parece-nos que num determinado período da história, a Igreja, certamente levada pelo medo de perder sua hegemonia e influência político-social, e temendo a derrubada de seus dogmas, determinou a separação dos “assuntos do homem” dos “assuntos de Deus”, e assim todos aqueles que buscavam estudar e compreender a Criação por intermédio de enunciados científicos tornavam-se proscritos. Não é de admirar que estas pessoas desenvolvessem antipatia pela Igreja e as religiões, e sem dúvida tais sentimentos contaminaram gerações de seus descendentes resultando, num curto espaço de tempo, numa legião de cientistas obcecados pela idéia de provar que Deus não existe. Será que apenas para provocar a Igreja e o clero? Nós mesmos, não conhecemos nenhuma pessoa que seja integralmente materialista. Todos que afirmam não acreditar em Deus anseiam intimamente que Ele exista. O que os antigos sabiam, os verdadeiros místicos sabem, e o homem comum parece ter se esquecido, é que qualquer manifestação em nosso plano de existência tem caráter dual, ou seja: um lado material e outro espiritual. O Universo é regido por leis harmônicas, complementares e equilibradas, como sintetizado no símbolo Taoísta do “Yin e Yang”. Os físicos e cientistas descobriram que o Universo se comporta como um mecanismo de relógio de alta precisão, mas será que este mecanismo poderia ter “nascido” do nada? Acreditar que o acaso foi o arquiteto deste mecanismo não nos parece lógico, afinal, como pode a ordem se originar do caos? Com o advento da física quântica, novas possibilidades se descortinaram para o mundo científico, e ao que parece, a ciência retoma sua jornada de união com Deus. Atualmente, renomados cientistas e estudiosos da mecânica quântica reconhecem a existência do “fator Deus”, ou seja, em determinado momento de suas experiências de laboratório, uma “energia” desconhecida e aparentemente “inteligente” interfere e dirige os fenômenos pesquisados provocando resultados não somente inesperados, mas totalmente contrários ao que a física convencional entende como possível. Os místicos sabem disso há milênios, e reconhecem essa “energia criadora” como Deus. Não há como explicar Deus sob o ponto de vista científico, porém também não é lógico negar a existência de um Ser Superior, seja lá qual for o nome que se lhe atribua. Isto ocorre porque a mente humana, em sua existência material é limitada. Esta situação encontra-se simbolicamente ilustrada no Livro do Gênesis, da Tradição Judaico-Cristã. Diz o Gênesis que no Jardim do Éden havia duas árvores: a do conhecimento do bem e do mal e a da vida, sendo que o Homem só provou do fruto da primeira, ou seja, o homem nunca viverá materialmente o suficiente pare entender o que é Deus. Já tivemos oportunidade de falar aqui sobre a percepção de Deus, e se você não leu sugiro dar uma olhada em nosso texto, sem compromisso. A percepção de Deus é uma experiência mística e subjetiva, somente alcançada pela introspecção e busca interior de si mesmo. A ciência dos homens será sempre incapaz de comprová-lo, mas cada pétala de rosa aberta em nosso interior há de nos mostrar Sua existência. Sérgio Antonio Machado Emilião Mestre Maçom Frater R+C  

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A Origem da Palavra Irmão

Os membros da Maçonaria, unidos pelo Amor Fraternal, qualquer que seja o seu grau, dão–se o tratamento de “Irmão”. É o título que geralmente se dão, mutuamente, os religiosos de uma mesma Ordem e de um mesmo convento e também os membros de uma mesma associação. Esse tratamento existe em todas as sociedades iniciáticas e nas confrarias, em que o seu significado é a condição adquirida com a participação de um mesmo ideal baseado na amizade. É o tratamento que se davam entre si os maçons operativos. A origem do cordial tratamento de “Irmão” afirma que esse tratamento foi adotado e nunca mais olvidado pelos maçons, desde os tempos de Abraão, o velho patriarca bíblico. Reza a história que estando ele e sua mulher Sara no Egito, lá ensinavam as 7 ciências liberais (gramática, lógica e dialética, matemática, geometria astronomia e música), e contou entre os seus discípulos com um de nome Euclides. Tão inteligente que não demorou nada em tornar-se mestre nas mesmas ciências, ficando por isso bastante afamado como ilustre personagem. Então Euclides, a par com suas aulas, estabeleceu regras de conduta para o discipulado; em primeiro lugar cada um deveria ser fiel ao Rei e ao país de nascimento; em segundo lugar, cumpria-lhes amarem-se uns aos outros e serem leais e dedicados mutuamente. Para que seus alunos não descuidassem dessas últimas obrigações, ele sugeriu a eles que se dessem, reciprocamente, o tratamento de “Irmãos” ou “Companheiros”. Aprovando inteiramente esse costume da escola de Euclides, a Maçonaria resolveu sugeri-lo aos seus iniciados, que receberam-no com todo agrado, sem nenhuma restrição, passando a ser uma norma obrigatória nos diversos Corpos da Ordem. De fato, traduz uma maneira de proceder muito afetiva e agradável a todos os corações dos que militam em nossos Templos. Assim passaram os Iniciados ao uso desse tratamento em todas as horas, quer no mundo profano, quer no maçônico. O Poema Regius, que data do ano de 1390, aconselha os operários a não se tratarem de outra forma senão de “meu caro Irmão”. Por isso o tratamento de Irmão dado por um maçom a um outro, significa reconhecimento fraternal, como pertencente à mesma família. Os maçons são Irmãos por terem recebido a mesma Iniciação, os mesmos modos de reconhecimento e foram instruídos no mesmo sistema de moralidade. Além da amizade fraternal que deve uni-los, os maçons consideram-se Irmãos por serem, simbolicamente, filhos da mesma mãe, a Mãe-Terra, representada pela deusa egípcia Ísis, viúva de Osíris, o Sol, e a mãe de Hórus. Assim os maçons são, também, simbolicamente, Irmãos de Hórus e se autodenominam Filhos da Viúva. Durante a Iniciação quando o recipiendário recebe a Luz, seus novos Irmãos juram protegê-lo sempre que for preciso. A partir daquele momento, todos que a ele se referem o tratam como Irmão. Os filhos de seus novos Irmãos passam a tratá-lo como “Tio” e as esposas de seus Irmãos passam a ser sua “Cunhada”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro da Ordem e a família maçônica. A Maçonaria não reconhece qualquer distinção entre raças, crenças, condições financeira ou social entre seus obreiros. Há séculos vem a Sublime Instituição oferecendo a oportunidade aos homens de se encontrarem e colherem os frutos do prazer de conviver sempre em paz, em união e concórdia, como amigos desinteressados, dentro de um espírito coletivo voltado à prática do bem, guiados por rígidos princípios morais, sem desavenças e dissensões. Os membros de nossa Ordem aprendem a destruir a ignorância em si mesmos e nos outros; a ser corajosos contra suas próprias fraquezas, lutar contra seus próprios vícios e também contra a injustiça alheia. São estimulados a praticarem um modo de vida que produza um nível elevado em suas relações com seus Irmãos, aos quais dedicam amizade sincera e devotada. São fiéis cumpridores de todo dever cujo cumprimento lhes seja legalmente imposto ou reclamado pela felicidade de sua Pátria, de sua Família e da Humanidade. Jamais abandonará sua prole, seus Irmãos e seus amigos, no perigo, na aflição ou na perseguição. Sobre o coração do maçom está o símbolo do amor, da amizade, da razão serena e perseverante. O que o distingue na vida profana é sua aversão à iniquidade, à injustiça, à vingança, à inveja e à ambição, sendo ele constante em fazer o bem e em elogiar seus Irmãos. O verdadeiro Irmão é aquele que interroga sua consciência sobre seus próprios atos, pergunta a si mesmo se não violou a lei da justiça, do amor e da caridade em sua maior pureza; se não fez o mal e se fez todo o bem que podia; se não menosprezou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o que reclamar dele. E quando não tem uma palavra que auxilie, procura não abrir a boca… (Se for falar, cuida para que suas palavras sejam melhores que o seu silêncio). O Irmão, possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperança de recompensa, retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seu interesse à justiça. Ele é bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças nem de crenças, abraça o branco e o preto ( pois não é a cor, mas sim o talento e a virtude que faz um homem elevar-se por sobre os demais), o rico e o pobre, o jovem e o velho, o sábio e o ignorante, o nobre e o plebeu, porque vê Irmãos em todos os homens. Porém, devemos observar que nem o rico, o príncipe ou o sábio, devem “descer” para o nivelamento. Não descendo ao nível deles mas, sim, ajudando-os a se levantarem e poderem melhor enxergar o horizonte. É caminhando que se faz o caminho. Pensando, agindo, sentindo, sofrendo, aprendendo e corrigindo. Fazendo melhor em seguida. Se comprometendo a sempre ensinar aos capazes, o que se aprendeu. Capacitando-os. Perpetuando a GNOSE adquirida. Quem deverá “subir” é o pobre; pobre no sentido de

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