Sexta-Feira Treze e as Supertições

Tenho certeza que caso nos fosse perguntado todos e cada um de nós seriamos capazes de mencionar mais de um tipo de superstição, e isto se dá porque indubitavelmente elas são inúmeras. Mas, afinal, o que é superstição? O vocábulo superstição vem do latim superstitio onis, e significa “crença contrária à fé e à própria razão”. A palavra superstição deriva de supersies, também latim, que quer dizer “sobrevivente”, ou “o que está sobre algo”. Podemos constatar a propriedade dessa análise pelo fato de algumas superstições sobreviverem a séculos mesmo após a perda de sua origem cultural, como veremos adiante. Inicialmente o vocábulo significava também vidente, ou profeta, pois o termo era empregado como referência a tentativa do ser humano de explicar algo fora dos domínios da razão, buscando numa instância sobrenatural o sentido e o significado de fatos aparentemente inexplicáveis. Atualmente o conceito de superstição é considerado como o resultado de processos derivados do preconceito em relação a certas práticas, quando estas não se coadunam com as opiniões ou os princípios religiosos de determinada pessoa. Em outras palavras: o indivíduo muitas vezes acometido por fanatismo em relação à sua religião, designa como supersticiosas as atividades ou preceitos de outra doutrina, por não se ajustarem a seus preceitos religiosos pessoais. Não obstante, a superstição não é um conceito cujo significado possa depender da avaliação particular de cada indivíduo. Ela é o resultado de complexos mentais antiquíssimos, que atribuem um caráter religioso e sagrado a determinados fatos ou circunstâncias, desprovidos de conexão com qualquer tipo de prática religiosa ou filosófica presentes numa dada cultura. São crenças infundadas, baseadas em fatos isolados e fortuitos. Além disso, a superstição é na maioria das vezes resquício de antigas práticas realizadas em cultos atualmente inexistentes. Um exemplo disso é o atual costume de bater na madeira para “cortar” alguma negatividade. A origem desse gesto reside nas religiões pagãs que acreditavam que as árvores eram habitadas por divindades, e que ao batermos nelas estaríamos chamando pelo espírito desses deuses. Como hoje em dia não vivemos mais em bosques, mas sim em cidades, substituiu-se as árvores pelo seu produto: a madeira, e assim bate-se em portas, móveis, etc. A superstição leva à prática de gestos, rituais e atitudes contrárias à razão, e cujo fundamento reside nos sentimentos de temor e medo. Ainda de acordo com a etimologia da palavra, uma religião ou prática religiosa, por mais estranha que pareça, não pode ser chamada de superstição desde que seja aceita e praticada pela comunidade, ou, pelo menos, por parte dela. Ela passa a ser, em suma, a aceitação de preceitos e crenças religiosas estranhas e inadequadas aos costumes e sistemas de uma dada sociedade. Em nossa sociedade existem diversos costumes aceitos e praticados frequentemente, sem sofrer qualquer tipo de contestação, mas que, em última instância nada mais são do que o resultado de superstições. Este é o caso, por exemplo, do uso do trevo de quatro folhas como símbolo de sorte. Além disso, existem outras práticas que foram assimiladas por nossa cultura e tratadas com tanta naturalidade que ocultam sua verdadeira natureza supersticiosa. Como exemplo disso há o Carnaval, que é uma reminiscência de ritos pagãos; o hábito de dar a mão como forma de saudação, e a decoração de pinheiros na época do Natal. Segundo o filósofo e místico Baruch Spinoza, dois são os atributos de um indivíduo supersticioso: a inconstância e a credulidade. Spinoza descreve estes dois atributos com o mesmo vocabulário médico que os romanos desde Cícero utilizaram para descrever as paixões do ânimo. Como inconstância, a superstição é equivalente à insanidade (insannia), ou seja, é uma disposição passional do ânimo que bloqueia seu potencial de pensar, sua sã razão. Mens sana in corpore sano, já diziam os estoicos. A insanidade é uma doença que bloqueia a mente sadia. Como credulidade, a superstição é equivalente ao delírio, uma disposição passiva que nada mais é do que a confusão entre a imaginação e a razão, entre ideias adequadas e inadequadas. O crédulo acredita no que lhe aparece, e não distingue o sonho da vigília. Spinoza afirma ainda que a causa da superstição é o medo, mas, devemos observar que nem todo medo é causa de superstição. Em resumo, podemos dizer que Spinoza, em sua obra, faz uma severa crítica aos desejos imoderados que tornam os homens escravos de suas próprias paixões. A ideia de que a mente humana no seu esforço para compreender a realidade é capaz de operar a níveis diferentes é tão antiga quanto a própria filosofia. Há vinte e quatro séculos Platão definiu uma diferença entre o que chamou de “opinião” e “conhecimento”. Platão defendia que “opinião” é uma espécie de consciência incerta, confinada ao particular, inexata e sujeita à mudança, ao passo que o conhecimento é certo, universal, exato e verdadeiro. Cada ser humano começa por operar na vida ao nível da opinião, e só com grande esforço pode escapar-lhe e elevar-se ao nível do conhecimento. Chamou a esse esforço de “educação”, e afirmava que era o meio para abrirmos os olhos da mente para realidades que do ponto de vista da opinião não podem sequer ser imaginadas. Entendo que a distinção que se faz atualmente entre Ciência e superstição é a versão moderna da teoria de Platão. Todos reconhecem que a Ciência revelou verdades extraordinárias. Levou o homem à Lua, erradicou doenças mortais e conduziu-nos à era dos computadores. Quase todos reconhecem também que as superstições são tolices. A superstição leva as pessoas a evitarem passar por baixo de escadas, quebrar espelhos e derramar sal sobre a mesa. Porém, ainda não chegamos a um acordo sobre o que é Ciência, ou conhecimento, e o que é superstição. O que é Ciência para uns pode ser superstição para outros. Por exemplo: será que os símbolos Maçônicos são superstições? Com certeza todos Maçons dirão categoricamente que não, porém, será esta a mesma opinião daqueles que não são? O que será que eles pensam sobre o Compasso, o Esquadro, e o “Olho Que Tudo

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Esotérico e Esoterismo

O adjetivo esotérico e o substantivo esoterismo ganharam no século passado a conotação de tratar-se de tudo aquilo que é ligado ao espiritual, ao metafísico, ao ocultismo, à magia, ao sobrenatural e por aí afora. Com isso é comum entre nós utilizarmos estas expressões para nos referirmos a terapias alternativas, matérias ligadas a filosofia e religião, e até mesmo a superstição. Porém isso é um erro. O termo esotérico, e consequentemente sua prática ou atributo, o esoterismo, não possuía originalmente este significado atual por vezes fantasioso. A maioria dos autores defende que a origem da expressão se deve ao filósofo grego Pitágoras de Samos e da Escola Iniciática por ele fundada na Grécia que recebeu o seu nome. Jâmblico (240-330 a.C.) assim se referia aos discípulos de Pitágoras: “Estes, se tivessem sido julgados dignos de participar nos ensinamentos graças ao seu modo de vida e à sua civilidade, após um silêncio de cinco anos, tornavam-se daí em diante esotéricos, eram ouvintes de Pitágoras, usavam vestes de linho e tinham direito a vê-lo”. Particularmente entendo que o conceito é bem anterior a Escola Pitagórica, e que foi importado do Egito. Mas, de toda forma, não há dúvida de que o verbete utilizado por nós ocidentais originou-se do idioma grego. Além do mais, os princípios e regras Iniciáticas adotadas por Pitágoras em sua escola eram exatamente os mesmos utilizados pelas Escolas Iniciáticas do Egito. Por esta razão creio que a análise possa prosseguir a partir da Grécia. Pitágoras ministrava ensinamentos mais complexos a um grupo seleto de Iniciados que se reuniam num local reservado, discreto e protegido de curiosos, formando uma espécie de círculo fechado, que originou o verbete esotérico, do grego eisô ou êso, (do lado de dentro, internamente, como em esôfago, por exemplo), acrescido do sufixo teros que é um comparativo que dá a ideia do significado do prefixo. Assim, aqueles que tinham permissão para participar de seu círculo íntimo de discípulos, que recebia ensinamentos mais elaborados e de compreensão mais difícil para os cidadãos comuns eram chamados de esôterikos. Em contrapartida, havia também os seguidores que não tinham condições de receber informações de nível mais elevado, e o povo em geral. Estes recebiam ensinamentos mais simples, de forma aberta e publicamente, dando origem a palavra eksôteriko, derivada do prefixo eksô (do lado de fora, externo) e do mesmo sufixo de seu antônimo, citado no parágrafo anterior. Vimos isso se repetir mais tarde com Jesus e seu círculo fechado de Apóstolos ao qual segundo os Evangelhos eram ministrados ensinamentos velados, mais complexos, enquanto o povo era ensinado por meio de parábolas. O que deve ser observado é que apesar de possuir princípios elevados e filosóficos em sua doutrina, a Escola Pitagórica tratava também em seu meio mais íntimo de estudos avançados da Ciência, como Matemática e Geometria, por exemplo. Isto quer dizer que o adjetivo esotérico originalmente era aplicado a todo ensinamento reservado, Iniciático, cuja absorção dependia de certas circunstâncias especiais e das características de quem os recebia. Logo, o termo contrário, exotérico, era utilizado para designar tudo aquilo classificado como de domínio público, que podia ser transmitido abertamente e sem restrições. Não devemos, portanto, confundir esotérico com espiritual ou místico. Aliás, o adjetivo místico, e o substantivo misticismo são as expressões que na minha opinião melhor definem o conceito de esotérico e esoterismo que é utilizado comumente, mas isso é assunto pra outra ocasião. Enfim, resumidamente falando, esotérico é particular (por qualquer razão), e exotérico é público. Simples assim, pelo menos na minha opinião. SERGIO EMILIÃO M.I. FR+C

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Sagrado e Profano

Se você é Maçom com certeza já ouviu essa expressão. Se não é provavelmente já ouviu também. Mas a pergunta que faço é a seguinte: será que você sabe exatamente o que esse vocábulo quer dizer? Será que realmente há algo de pejorativo e insultante em chamar alguém de profano? Vou tentar esclarecer. A expressão “profano” é um adjetivo formado pela aglutinação do prefixo latino pro (antes, anterior, do lado de fora, externo, etc.), e fanum (templo), formando o vocábulo original profanum, que significa literalmente “aquele que está do lado de fora do templo”. Como a expressão é latina nossa ideia imediata é que seu uso tenha se originado no Império Romano, o que é verdade, porém o conceito é bem anterior, e remonta às antigas Tradições Iniciáticas já existentes na Suméria, Egito e Grécia. As antigas Tradições Iniciáticas destas civilizações não permitiam o acesso de qualquer pessoa a seus ensinamentos. Para ingressar numa destas Escolas de Mistérios os candidatos tinham que se submeter a uma rigorosa seleção que ia desde a análise do caráter e antecedentes do candidato, até a comprovação de sua coragem e determinação. Após essa fase probatória os candidatos admitidos se tornavam Iniciados, e a partir daí adquiriam o direito de participar das reuniões e receber os seus ensinamentos. Estas reuniões, onde ensinamentos místicos e esotéricos eram ministrados aos participantes, eram realizadas num local considerado sagrado que se denominava templo, obviamente resguardadas as diferenças entre cada idioma. Ao ingressar nestas Ordens Iniciáticas os membros prestavam juramento de não revelar a estranhos nada do que se passava no interior dos templos. Desta forma os Iniciados, que obtinham permissão de acesso mediante senhas e códigos só conhecidos dos membros, podiam ingressar no templo, e os que não eram Iniciados ficavam do lado de fora. Assim, fica claro que os que não podiam entrar nos templos Iniciáticos não o faziam porque eram leigos, estranhos àquela sociedade, e não porque não queriam ou< por aversão a tais Escolas, muito embora também houvesse casos assim, é claro. Tanto esta prática quanto este conceito chegaram a Roma, e por consequência, após sua conversão à fé Cristã, à Igreja. Foi aí que surgiu o conceito de sagrado, sacro, ou Iniciático para tudo aquilo que era velado e só transmitido a um seleto grupo de pessoas: os que tinham permissão de ingressar nos templos; e profano: para os leigos não Iniciados que ficavam do lado de fora. Mais tarde a Idade Média deturpou o conceito original do termo profano e lhe atribuiu o significado de tudo aquilo que transgredia regras sagradas ou não respeitava a doutrina religiosa. Profano, impuro, ateu e herege tinham praticamente o mesmo sentido nesta época. Profano passou a ser antônimo de fiel. Foi também neste período negro da História que surgiu o verbo profanar, aplicado a ladrões que violavam túmulos e roubavam igrejas. Esta expressão ganhou ainda um simbolismo mais pernicioso no século XX como consequência das descobertas de túmulos de faraós egípcios, expandindo-se ao cinema e tornando-se mais popular com os famosos filmes sobre múmias ressuscitadas que vingavam a profanação de seus mausoléus. Na verdade, se considerarmos que o verbo se originou da prática de permanecer do lado de fora dos templos, ou seja, de ser um leigo ou um não Iniciado, o significado correto do verbete profanação deve ser entendido como tornar público algo que é velado e de conhecimento restrito, nada mais. Ser profano não é cometer um crime, nem tampouco algum pecado. Ser profano é apenas e somente ser leigo em relação a um determinado assunto de domínio limitado a determinada classe, da mesma forma que existe o civil e o militar, o público e o privado, o sacerdote e o fiel. O conceito de profano na verdade representa condições opostas: o comum e o sagrado, o leigo e o Iniciado, o material e o espiritual. Portanto, se daqui pra frente você ouvir alguém se referir a você como um profano não se ofenda. Não há nada de pejorativo nisso. Mas se isso realmente o incomodar, é porque na verdade a condição de não Iniciado o aflige, não o termo. Talvez esteja na hora de você se tornar um Iniciado. Já pensou nisso?

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Sagrado e Profano

Se você é Maçom com certeza já ouviu essa expressão. Se não é provavelmente já ouviu também. Mas a pergunta que faço é a seguinte: será que você sabe exatamente o que esse vocábulo quer dizer? Será que realmente há algo de pejorativo e insultante em chamar alguém de profano? Vou tentar esclarecer. A expressão “profano” é um adjetivo formado pela aglutinação do prefixo latino pro (antes, anterior, do lado de fora, externo, etc.), e fanum (templo), formando o vocábulo original profanum, que significa literalmente “aquele que está do lado de fora do templo”. Como a expressão é latina nossa ideia imediata é que seu uso tenha se originado no Império Romano, o que é verdade, porém o conceito é bem anterior, e remonta às antigas Tradições Iniciáticas já existentes na Suméria, Egito e Grécia. As antigas Tradições Iniciáticas destas civilizações não permitiam o acesso de qualquer pessoa a seus ensinamentos. Para ingressar numa destas Escolas de Mistérios os candidatos tinham que se submeter a uma rigorosa seleção que ia desde a análise do caráter e antecedentes do candidato, até a comprovação de sua coragem e determinação. Após essa fase probatória os candidatos admitidos se tornavam Iniciados, e a partir daí adquiriam o direito de participar das reuniões e receber os seus ensinamentos. Estas reuniões, onde ensinamentos místicos e esotéricos eram ministrados aos participantes, eram realizadas num local considerado sagrado que se denominava templo, obviamente resguardadas as diferenças entre cada idioma. Ao ingressar nestas Ordens Iniciáticas os membros prestavam juramento de não revelar a estranhos nada do que se passava no interior dos templos. Desta forma os Iniciados, que obtinham permissão de acesso mediante senhas e códigos só conhecidos dos membros, podiam ingressar no templo, e os que não eram Iniciados ficavam do lado de fora. Assim, fica claro que os que não podiam entrar nos templos Iniciáticos não o faziam porque eram leigos, estranhos àquela sociedade, e não porque não queriam ou< por aversão a tais Escolas, muito embora também houvesse casos assim, é claro. Tanto esta prática quanto este conceito chegaram a Roma, e por consequência, após sua conversão à fé Cristã, à Igreja. Foi aí que surgiu o conceito de sagrado, sacro, ou Iniciático para tudo aquilo que era velado e só transmitido a um seleto grupo de pessoas: os que tinham permissão de ingressar nos templos; e profano: para os leigos não Iniciados que ficavam do lado de fora. Mais tarde a Idade Média deturpou o conceito original do termo profano e lhe atribuiu o significado de tudo aquilo que transgredia regras sagradas ou não respeitava a doutrina religiosa. Profano, impuro, ateu e herege tinham praticamente o mesmo sentido nesta época. Profano passou a ser antônimo de fiel. Foi também neste período negro da História que surgiu o verbo profanar, aplicado a ladrões que violavam túmulos e roubavam igrejas. Esta expressão ganhou ainda um simbolismo mais pernicioso no século XX como consequência das descobertas de túmulos de faraós egípcios, expandindo-se ao cinema e tornando-se mais popular com os famosos filmes sobre múmias ressuscitadas que vingavam a profanação de seus mausoléus. Na verdade, se considerarmos que o verbo se originou da prática de permanecer do lado de fora dos templos, ou seja, de ser um leigo ou um não Iniciado, o significado correto do verbete profanação deve ser entendido como tornar público algo que é velado e de conhecimento restrito, nada mais. Ser profano não é cometer um crime, nem tampouco algum pecado. Ser profano é apenas e somente ser leigo em relação a um determinado assunto de domínio limitado a determinada classe, da mesma forma que existe o civil e o militar, o público e o privado, o sacerdote e o fiel. O conceito de profano na verdade representa condições opostas: o comum e o sagrado, o leigo e o Iniciado, o material e o espiritual. Portanto, se daqui pra frente você ouvir alguém se referir a você como um profano não se ofenda. Não há nada de pejorativo nisso. Mas se isso realmente o incomodar, é porque na verdade a condição de não Iniciado o aflige, não o termo. Talvez esteja na hora de você se tornar um Iniciado. Já pensou nisso? SERGIO EMILIÃO M.I. FR+C

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Sagrado e Profano

Se você é Maçom com certeza já ouviu essa expressão. Se não é provavelmente já ouviu também. Mas a pergunta que faço é a seguinte: será que você sabe exatamente o que esse vocábulo quer dizer? Será que realmente há algo de pejorativo e insultante em chamar alguém de profano? Vou tentar esclarecer. A expressão “profano” é um adjetivo formado pela aglutinação do prefixo latino pro (antes, anterior, do lado de fora, externo, etc.), e fanum (templo), formando o vocábulo original profanum, que significa literalmente “aquele que está do lado de fora do templo”. Como a expressão é latina nossa ideia imediata é que seu uso tenha se originado no Império Romano, o que é verdade, porém o conceito é bem anterior, e remonta às antigas Tradições Iniciáticas já existentes na Suméria, Egito e Grécia. As antigas Tradições Iniciáticas destas civilizações não permitiam o acesso de qualquer pessoa a seus ensinamentos. Para ingressar numa destas Escolas de Mistérios os candidatos tinham que se submeter a uma rigorosa seleção que ia desde a análise do caráter e antecedentes do candidato, até a comprovação de sua coragem e determinação. Após essa fase probatória os candidatos admitidos se tornavam Iniciados, e a partir daí adquiriam o direito de participar das reuniões e receber os seus ensinamentos. Estas reuniões, onde ensinamentos místicos e esotéricos eram ministrados aos participantes, eram realizadas num local considerado sagrado que se denominava templo, obviamente resguardadas as diferenças entre cada idioma. Ao ingressar nestas Ordens Iniciáticas os membros prestavam juramento de não revelar a estranhos nada do que se passava no interior dos templos. Desta forma os Iniciados, que obtinham permissão de acesso mediante senhas e códigos só conhecidos dos membros, podiam ingressar no templo, e os que não eram Iniciados ficavam do lado de fora. Assim, fica claro que os que não podiam entrar nos templos Iniciáticos não o faziam porque eram leigos, estranhos àquela sociedade, e não porque não queriam ou< por aversão a tais Escolas, muito embora também houvesse casos assim, é claro. Tanto esta prática quanto este conceito chegaram a Roma, e por consequência, após sua conversão à fé Cristã, à Igreja. Foi aí que surgiu o conceito de sagrado, sacro, ou Iniciático para tudo aquilo que era velado e só transmitido a um seleto grupo de pessoas: os que tinham permissão de ingressar nos templos; e profano: para os leigos não Iniciados que ficavam do lado de fora. Mais tarde a Idade Média deturpou o conceito original do termo profano e lhe atribuiu o significado de tudo aquilo que transgredia regras sagradas ou não respeitava a doutrina religiosa. Profano, impuro, ateu e herege tinham praticamente o mesmo sentido nesta época. Profano passou a ser antônimo de fiel. Foi também neste período negro da História que surgiu o verbo profanar, aplicado a ladrões que violavam túmulos e roubavam igrejas. Esta expressão ganhou ainda um simbolismo mais pernicioso no século XX como consequência das descobertas de túmulos de faraós egípcios, expandindo-se ao cinema e tornando-se mais popular com os famosos filmes sobre múmias ressuscitadas que vingavam a profanação de seus mausoléus. Na verdade, se considerarmos que o verbo se originou da prática de permanecer do lado de fora dos templos, ou seja, de ser um leigo ou um não Iniciado, o significado correto do verbete profanação deve ser entendido como tornar público algo que é velado e de conhecimento restrito, nada mais. Ser profano não é cometer um crime, nem tampouco algum pecado. Ser profano é apenas e somente ser leigo em relação a um determinado assunto de domínio limitado a determinada classe, da mesma forma que existe o civil e o militar, o público e o privado, o sacerdote e o fiel. O conceito de profano na verdade representa condições opostas: o comum e o sagrado, o leigo e o Iniciado, o material e o espiritual. Portanto, se daqui pra frente você ouvir alguém se referir a você como um profano não se ofenda. Não há nada de pejorativo nisso. Mas se isso realmente o incomodar, é porque na verdade a condição de não Iniciado o aflige, não o termo. Talvez esteja na hora de você se tornar um Iniciado. Já pensou nisso?   SERGIO EMILIÃO M.I. FR+C {backbutton}

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Conta Bancária 2016

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Balancetes 2016

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O Circulo do Amor

Ele quase não viu a senhora com o carro parado no acostamento, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou o seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava à tinta de tão novinho.

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